AÇÕES REALIZADAS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2011

Os Direitos Humanos no Brasil


A construção da cidadania no Brasil esteve constantemente atrelada aos projetos e interesses das elites socioeconômicas e políticas; raramente vinculou-se a um projeto coletivo com ampla participação social e inclusão. Dessa forma, os direitos, de um modo geral, sempre foram pensados como concessões paternalistas ofertadas pelos grupos dominantes ao restante da população. A cidadania plena é condição indispensável para a realização dos direitos humanos, pois opera como uma espécie de alicerce social no qual eles se constroem e se reproduzem. Tal condição não se constata no Brasil. Os defensores dos direitos humanos deparam-se, nesse cenário, com um árduo caminho para incorporá-los a vida política, cultural e social do país.

É relativamente comum pensar a luta por direitos sociais e liberdade no Brasil, sob a ótica dos direitos humanos, como algo recente. Eles adquiriram, como referência para as mobilizações políticas, uma relevância destacada nos últimos 40 anos. A ditadura militar que conduziu o país em 1964 ao autoritarismo e à centralização do poder, a partir de um conjunto de práticas repressivas, impôs um retrocesso à construção da democracia e dos direitos humanos, justamente no momento em que os movimentos populares e sindicais, do campo e da cidade, estavam exigindo uma distribuição justa dos bens produzidos pelo trabalho e uma maior participação social na decisão dos rumos adotados pelo País. Porém, foi na resistência à ditadura – que impôs como novidade ao país a prisão e a tortura de grupos intelectuais e de classe média e não apenas dos tradicionais segmentos alvos da repressão e da violência, como pobres e analfabetos, entre outros – e durante a redemocratização formal do Brasil que diversos grupos religiosos, organizações políticas e movimentos sociais contribuíram com a produção de um conjunto de experiências fundamentais para as lutas subseqüentes em prol dos direitos humanos, principalmente no campo educacional e cultural.

A Constituição Federal de 1988, que contou com destacada participação social, incorpora diversas bandeiras tradicionais dos direitos humanos, principalmente no campo das liberdades civis e políticas. Contudo, no que se refere à dimensão social e econômica, mesmo que significando um avanço em relação ao passado, possui muitas limitações que não podem deixar de ser pensadas como uma manutenção do status quo, marcando a divisão social que caracteriza o país e a imposição dos interesses dominantes. É justamente nessa dimensão que residem os principais obstáculos à construção e incorporação dos direitos humanos na vida social brasileira. O quadro aprofundado de desigualdade opera como um impeditivo estrutural para a consolidação dos direitos humanos, visto que impossibilita para a maioria da população o acesso aos meios e aos conteúdos sociais, culturais e políticos indispensáveis a uma convivência democrática.

Por outro lado, atualmente os direitos humanos no Brasil assumiram uma projeção relativamente destacada, principalmente de maneira formal e teórica. No campo da sociedade civil, diversos movimentos se articulam e se mobilizam para pressionar os poderes públicos e a sociedade na defesa e promoção dos direitos humanos, principalmente os relativos à questão rural, às relações étnico-raciais, de gênero, diversidade sexual, pessoas vivendo com o vírus HIV, à questão socioambiental, entre outras. Porém, é importante que as fragmentações de tais movimentos, por vezes necessárias politicamente, não conduzam a uma essencialização e à ilusão de autonomia absoluta de cada reivindicação, desvinculando sua luta de transformações sociais amplas. Para o fortalecimento de uma unidade entre tais mobilizações, talvez os direitos humanos constituam princípios de unidade indispensáveis.

No campo estatal, algumas ações foram realizadas na última década no intuito de garantir a defesa e a promoção de uma cultura dos direitos humanos, o que sugere uma incorporação das pressões e movimentos da sociedade. Foram elaborados dois Programas de Direitos Humanos (1998 e 2002) e um Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (2003, revisto e publicado novamente em 2006), com ampla participação social; e no âmbito do governo federal existe uma Secretaria de Direitos Humanos, com status de ministério, responsável pela construção de políticas públicas na área.

É evidente que tais movimentos e instituições não significam a hegemonia dos direitos humanos no Brasil. O país é cenário de profundos níveis de desigualdades sociais, regionais, raciais, de gênero, que oferecem o conteúdo para a violência cotidiana, a exclusão da maioria da população dos mecanismos elementares da dignidade de vida, a constituição de uma cidadania frágil e irrealizada, a concentração das oportunidades e a permanência das relações autoritárias de poder e dominação. Diante de tal contexto, qualquer luta por direitos humanos parece reduzida e insuficiente, mas abrir mão dos mesmos implica no abandono de qualquer pretensão à construção de uma sociedade mais igualitária e democrática, um permanente desafio para a reflexão sociológica. Nesse sentido, os direitos humanos constituem uma referência fundamental para a análise e a ação.


Afinal, o que são Direitos Humanos?*
Robson dos Santos
Bacharel em Ciências Sociais pela UNESP, mestre em Sociologia pela Unicamp. Atualmente é doutorando em Sociologia na (UnB) Universidade de Brasília
e-mail: relvalins@yahoo.com.br

INFORMAÇÃO SOBRE O PERÍODO DA GREVE DOS PROFESSORES DA REDE PÚBLICA DO ESTADO DO CEARÁ






A EEM Cel. Virgílio Távora (Quixadá – Ceará) comunica que os professores efetivos encontram-se em GREVE, enquanto os professores temporários permanecem na escola.

Caso haja a presença de 50% + 1 dos estudantes, estes terão aulas respeitando o horário acima.




OFICINA DE REDAÇÃO PARA O ENEM




O Projeto ENEM NÃO TIRA FÉRIAS é uma perspectiva centrada nos estudantes que querem um aprendizado voltado para a Produção Textual teórica e prática.

E foi com esta preocupação que a EEM Coronel Virgílio Távora, (Quixadá – Ceará), abraçou esta idéia de aprofundar ainda mais os conhecimentos dos interessados em construir textos em diversas situações.

Assim sendo, no período de 04/07/2011 a 08/07/2011, realizou-se a Oficina de Redação, na própria escola, ministrada pela professora Katiana Alves com um número considerável de participantes.


alunos da E.E.M. CORONEL VIRGILIO TÁVORA aprovados para a segunda fase da Olimpíada Brasileira de Física

RESULTADO SPAECE 2010


A Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc) divulgou a relação de alunos do Ensino Médio com melhor desempenho acadêmico no SPAECE 2010 a serem premiados com um microcomputador. Ficamos felizes com nossos estudantes que tiveram um bom desempenho nesta avaliação externa.

Confira AQUI a relação completa dos alunos vencedores do Spaece 2010. Detalhe: A série dos dois alunos citados refere-se ao ano de 2010.

EDUCAÇÃO FINANCEIRA










Desenvolvendo o Projeto de Educação Financeira, ministramos, no dia 27 de junho de 2011, uma palestra, sob a orientação do Professor Jards Nobre, sobre a importância da economia doméstica e pessoal de cada cidadão para os pais de nossos estudantes. Confiantes no processo de socialização de saberes, temos a plena consciência de nossa contribuição social para o bom andamento da família em sua estrutura educacioanal.

CONFRATERNIZAÇÃO DO ENCERRAMENTO DO I SEMESTRE DE 2011






Em um ambiente sadio de descontração, encontramo-nos como uma grande família e celebramos as festas juninas e o encerramento do primeiro semestre de 2011. Aqui, procuramos valorizar os artistas da terra e a cultura do Nordeste. Agradecemos aos gestores, professores, Multimeios e Laboratório de Informática que, reunidos em uma grande equipe, ornamentaram o ambiente e selecionaram músicas para animar a festa, e, agradecemos também aos convidados que se prestigiaram nossa festa deliciando-se com comidas típicas, boa música e a amizade de todos que formam a EEM Coronel Virgílio Távora.

CURSO ALUNO INTEGRADO

LISTA COM O NOME DOS ALUNOS SELECIONADOS PARA REALIZAREM O CURSO ALUNO INTEGRADO

APRESENTAÇÃO DO PROJETO EDUCAÇÃO FISCAL NA CREDE 12


A necessidade de contribuir no processo educativo de nossas comunidades nos leva a várias reflexões que, por ventura, nos levam a indagações e inquietações, que só serão superadas diante de um planejamento eficaz que facilitará o desenvolvimento das atividades que propomos. Aqui, neste instante, encontramos os PROJETOS, ferramenta indispensável neste novo milênio para o despertar de uma educação libertadora, que facilita o agir pedagógico de todos os membros envolvidos no processo de aprendizagem.

Assim, notamos que a utilização de projetos é algo essencial e fundamental no processo de ensino e aprendizagem, socialização, construção e aquisição de saberes reflexivos e sistemáticos. Com a participação e a parceria de colegas, gestores, comunidade civil, estudantes e servidores em geral encontraremos maior facilidade para a execução e conclusão de nossas atividades. Assim, trabalhar com projetos significa mediar conflitos, intermediar soluções e facilitar diálogos que contribuirão significativamente para o amadurecimento intelectual e pessoal de cada membro envolvido no processo.

Compreendendo a necessidade de uma interação e integração de toda a comunidade escolar, vimos que a preservação e conservação do patrimônio público deve ser uma constante em nossa sociedade. A utilização consciente do que é de todos deve ser o ponto de partida para uma educação eficaz na escola e na sociedade. Assim, somos convidados a refletir de forma consciente a arrecadação de fundos por parte do estado e sua utilização em prol da sociedade, construindo a cidadania que tanto desejamos.

Em uma educação interdisciplinar, trabalharemos as disciplina de Filosofia, Sociologia, História e Geografia, tendo como ponto de partida de estudo e reflexão o Laboratório Escolar de Informática e Sala de Multimeios. Palestras, oficinas, estudos e pesquisas, confecção de cartazes, enquetes teatrais, poesias e enquetes serão a grande conclusão deste projeto, que visa despertar na Comunidade Escolar a consciência de que o que é público é de todos, e por isto, deve ser preservado e conservado.